O NACIONAL
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Jornal carioca, semanal, lançado em 6 de agosto de 1957 e extinto em 1959.
O Nacional foi fundado por Agildo Barata, acompanhado de antigos redatores dos jornais A Voz Operária e Imprensa Popular. Pouco antes, esse grupo havia-se desligado do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Além de Agildo Barata, colaboraram na redação do novo jornal Aidano do Couto Ferraz, Dagoberto Sales, Osvaldo Peralva e Nílton Rodrigues.
O objetivo de O Nacional, além de ser um semanário nacionalista, era funcionar como um ponto de convergência para os trabalhadores e intelectuais de esquerda que não estivessem de acordo com as diretrizes do PCB. Assim, ao mesmo tempo que tratava dos problemas econômicos e políticos do país, o jornal combatia a atuação do PCB, sem contudo defender a criação de um novo partido comunista.
Embora tenha sido lançado com uma boa apresentação gráfica, O Nacional enfrentava inúmeras dificuldades na área da impressão, já que não possuía oficina própria. Muitas vezes surgia com atraso, o que desagradava ao público. As dificuldades financeiras eram também consideráveis. A remuneração dos redatores, em geral profissionais de bom nível, era insatisfatória e irregular.
A despeito dos contatos de Agildo Barata com empresários nacionalistas, não foi possível obter uma contribuição financeira que pudesse garantir a sobrevivência do jornal. Premido por graves dificuldades, O Nacional extinguiu-se dois anos após sua criação.