CADAXO, Edson

Edson Simões Cadaxo nasceu em Boca do Acre (AM) no dia 23 de janeiro de 1921, filho de Zeferino Simões Cadaxo e de Maria Exalta Cadaxo.

Ingressou na política filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda foi eleito vereador pelo município de Cruzeiro do Sul (AC) em 1963, pouco depois de o Acre ter-se tornado estado da Federação.

Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a subseqüente instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar vigente no país a partir de abril de 1964. No pleito de novembro de 1966, foi eleito deputado estadual em sua nova legenda. Concluindo seu mandato na Câmara municipal de Cruzeiro do Sul em janeiro de 1967, no mês seguinte assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa do estado. Reelegeu-se nos pleitos de 1970 e de 1974.

No início dessa legislatura (1975-1979), Edson Cadaxo foi eleito presidente do Legislativo estadual, função que exerceu até janeiro de 1977. Voltou a se reeleger no pleito de novembro do ano seguinte, sempre na legenda do MDB. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se, no ano seguinte, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) que sucedeu o MDB e, na nova conjuntura política, tornou-se o principal partido de oposição ao regime militar.

No pleito de novembro de 1982 mais uma vez foi reeleito deputado estadual, desta feita na legenda peemedebista. Iniciando novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte, foi novamente eleito presidente da Assembleia, função que exerceria até 1985. Em 15 de janeiro desse ano integrou a bancada de delegados do Legislativo estadual no Colégio Eleitoral, quando votou em Tancredo Neves - candidato da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal -, que derrotou o candidato governista Paulo Maluf, do PDS. Porém a doença do presidente eleito, na véspera de sua posse, permitiu que o seu vice José Sarney assumisse o poder em caráter interino, no dia 15 de março desse ano, em substituição ao presidente João Figueiredo (1979-1985), e que fosse efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

Eleito vice-governador do Acre em novembro de 1986 em chapa do PMDB encabeçada por Flaviano Melo, concluiu seu mandato de deputado estadual em janeiro de 1987 e assumiu sua função no Executivo acreano em março seguinte. Com o afastamento do governador em 14 de maio de 1990, desincompatibilizando-se do cargo para poder concorrer a uma vaga no Senado, Cadaxo assumiu o governo estadual nessa mesma data. Permaneceu à frente do Executivo estadual até 15 de março de 1991, quando foi substituído por Edmundo Pinto, eleito no pleito de outubro do ano anterior.

Afastando-se temporariamente das disputas eleitorais, Edson Cadaxo retornou ao cenário político em 1998, filiando-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Como representante dessa legenda, foi escolhido para compor, mais uma vez como vice-governador, a chapa da coligação integrada por 11 partidos e denominada Frente Popular, encabeçada por Jorge Viana, ex-prefeito de Rio Branco, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT). No pleito de outubro desse ano derrotaram, logo no primeiro turno e por larga margem de votos, seus principais adversários Alércio Dias, da coligação composta pelo Partido da Frente Liberal (PFL) e o Partido Progressista Brasileiro (PPB), e Chicão Brígido, do PMDB.

Com a posse dos novos governantes em 1º de janeiro de 1999, Edson Cadaxo assumiu sua função no Executivo acreano.

Deixou o PSDB em junho de 2002, quando o partido decidiu pelo apoio ao Movimento Democrático Acreano (MDA) – formado pelos deputados Narciso Mendes e Hildebrando Pascoal que se oponham ao governo de Jorge Viana.

Foi casado com Luísa de Lima Cadaxo, com quem teve quatro filhos. Um dos quais, Edilson Cadaxo, foi secretário de infra-estrutura no governo de Jorge Viana (1998-2003).

Faleceu em Rio Banco no dia 7 de outubro de 2002.